Viveiro da Copasa contribui para o reflorestamento de Varginha

 

Espaço, que funciona como um cinturão verde, é aberto à visitação da comunidade.

Recuperar nascentes, matas ciliares e reserva legal, além de contribuir para reduzir odores nos arredores da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). Foi pensando nisso que a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa)  implantou, em Varginha, um viveiro de mudas.

Localizado ao lado da ETE São José, o espaço, considerado um verdadeiro cinturão verde, ainda contribui para o reflorestamento da região, visto que as mudas cultivadas no viveiro são plantadas ou doadas a instituições ambientais que pertencem à Bacia Hidrográfica do Rio Verde, manancial que abastece a região. As doações também podem ser feitas a produtores rurais localizados acima dos pontos de captação da Copasa.

Além disso, o local tem outra importante finalidade, como esclarece o empregado do setor técnico do Distrito do Rio Verde (DTRV), Luís Carlos Lemes: “o viveiro permite que a empresa atenda às condicionantes definidas pelos órgãos ambientais, que exigem que a área onde é construído algum grande empreendimento em unidades operacionais, seja devidamente recuperada. Isso é possível por meio do plantio das mudas no entorno da ETE”. Ele ainda acrescenta que o viveiro é aberto à visitação da população.

Sobre o funcionamento do processo, ele explica: “após serem cultivadas no viveiro, as espécies são plantadas em áreas degradadas. Dessa forma, elas permitem a recuperação das nascentes e matas ciliares; aumento das espécies de animais e aves, responsáveis pela disseminação das sementes; e ainda evitam o assoreamento de rios e córregos”.

O viveiro de Varginha já conta com cerca de três mil mudas cultivadas, prontas para serem plantadas. Outras 4.000 sementes já estão em cultivo. Entre as espécies cultivadas no local, estão sansão do campo, palmito-juçara, jacarandá mimoso; aroeira brava e vermelha; ipê mirim; ipê amarelo, branco e rosa; urucum; guatambu, jatobá; jambo;  pitanga, entre outras.

A capacidade de produção do canteiro chega a aproximadamente dez mil mudas por ano, podendo variar de acordo com a espécie cultivada.

Outro diferencial do projeto é que as sementes utilizadas são colhidas nas próprias unidades operacionais do Distrito ou doadas por empregados que compõem o Departamento Operacional Sul da empresa (DPSL).

“Esse é o 4o viveiro do DTRV e faz parte de uma iniciativa do próprio distrito. Ao todo, os viveiros contam com 15 mil mudas plantadas e cultivadas. Os outros três estão localizados nas cidades de Careaçu, Caxambu e Natércia”, destaca Luís Carlos.

E essa não é a única iniciativa adotada pelos empregados do DTRV. Em 2007, eles realizaram o plantio de várias espécies de mudas em uma área degradada do município de Natércia. O trabalho contou com a parceria de professores e alunos da APAE. O resultado foi à recuperação de uma das nascentes do ribeirão São Bernardo.


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