“O Homem Sem Fim“ surge para a artista, a partir da observação do mundo contemporâneo, da aproximação e do distanciamento da realidade, onde tudo pode vir a ser. Desta observação, Ana Cristina escreve um texto que constrói e direciona um corpo inicialmente residual para um corpo a procura de espaços e objetos que vão sendo apropriados para um eterno devir.
O corpo é a principal referência em seu trabalho. A transitoriedade, entre as várias memórias e arquivos, acontece durante todo o processo de criação. Este processo é dinâmico e indispensável na elaboração do pensamento e do fazer da artista, para tornar visível imagens e palavras numa infinita escritura.
Desde a adolescência, Ana Cristina Brandão guarda coisas. Seu ateliê é uma espécie de museu. Um local que representa o que a artista foi e é. Desenhos, fotos, jornais, e objetos ganham novo significado na obra da artista que trabalha a memória com muita propriedade.
Ana Cristina Brandão é professora de serigrafia da Escola Guignard-Uemg e da Fundação de Arte de Ouro Preto. Participa da Coordenação do Projeto Gravura da Escola Guignard. Realizou exposições individuais e várias coletivas em Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Argentina e Cuba.